Entre todos os tipos de tecidos os mais populares e mais usados são o Poliéster e Algodão, cada um com suas características.
Estes tecidos possuem seus prós e contras, e o importante é entender as diferenças entre eles e seus avanços tecnológicos.

Poliéster

 

O poliéster é um tecido de fibra sintética, composto por um polímero feito de carvão, ar, água e derivados de petróleo. Por possuir uma fibra mais forte o tecido:

  • Não amassa com facilidade;
  • Seca mais rápido que outras bases de tecido;
  • São mais duradouros;
  • Não encolhem comparativamente a outros tecidos;
  • Possui bom “caimento” no corpo.

Porém o poliéster tem algumas características a serem consideradas, como:

  • É um tecido que apresenta característica de manutenção de calor do corpo;
  • Não permite que o suor evapore;
  • Também exige alguns cuidados quanto a lavagem (não possui facilidades para tirar manchas) e existem técnicas especificas na hora de usar o ferro de passar.

Mesmo sendo um tecido menos atraente no mercado da alta moda, a tecnologia do poliéster vem se aprimorando e a qualidade da fibra veem superando essas dificuldades de temperatura e odor.

Com esses avanços o poliéster se consolidou no mercado esportivo, com uniformes e acessórios para prática de atividades físicas.

Boa parte dessa consolidação é a facilidade que o poliéster tem para ser tingido. Com o crescimento da impressão por sublimação, a própria evolução tecnológica do tecido e a necessidade das produções por demanda, o poliéster ganhou mais espaço no mercado popular onde os custos e a diversidade de produtos são necessários.

Algodão

 

Já o algodão é uma fibra natural, e tem sua origem da planta com o mesmo nome.

É o tecido mais utilizado para produção mundial de vestuário, por:

  • Ser um tecido mais leve;
  • Com toque suave;
  • Facilidade de transpiração e resistente a altas temperaturas.

Porém algumas características devem ser consideradas, como:

  • Durabilidade, pois o tecido tem um desgaste maior;
  • Possuem tendência de encolher no ciclo de lavagem;
  • Amassam com mais facilidade;
  • Dificuldade de personalização em pequenos volumes.

Por mais que o algodão possa ser personalizado com vários processos diferentes de impressão, na maioria das vezes é necessário grandes estruturas com alto consumo de água e energia, e dessa forma só se justifica quando produzido em grande escala

Diante dos cenários acima citados, a tecnologia que se destaca por reduzir esses custos e estruturas para personalização é a impressão com uso de tinta Pigmento, que permite a produção com redução considerável no consumo de água e energia elétrica, bem como reduz os processos de pré e pós-tratamento/acabamento do tecido.

Tecido Misto

Para obter as vantagens dos dois tecidos, pode-se utilizar as duas fibras para composição de um tecido misto.

Dessa forma obtemos características como toque suave, resistência, secagem e que o tecido amasse menos, tudo dependendo da porcentagem de cada um deles na composição. Com a evolução das técnicas das tecelagens e malharias, atualmente temos opções de tecidos com mescla entre algodão e poliéster, e outros fios, para diversos mercados como decoração, calçados e vestuário, sendo esses tecidos personalizáveis em processos de impressão com pigmento ou sublimação.

O mais importante que devemos entender e detectar nos tecidos mistos é qual é a fibra base utilizada (possui maior porcentagem) para definir o processo de impressão.

Por exemplo se o tecido possuir 70% de poliéster e 30% de algodão o processo mais recomendado seria a sublimação. Já na situação oposta onde o algodão é a base de 70% o processo recomendado seria a impressão pigmentada.

Já quando os tecidos possuem fibras na mesma quantidade (50%+50%) a fixação ocorrerá, porém, a intensidade de cor e solidez será menor em qualquer processo, pois o tingimento ficará visível em apenas metade das fibras.

Sobre a questão de composição de tecidos, vale citar que o percentual de cada fibra na é limitação para qualquer tipo de impressão, sendo importante entender o perfil e as características do produto final a qual se tem necessidade de produzir.

Em suma, o recomendado é a realização de testes para identificar qual das aplicações pode trazer o resultado mais indicado conforme o produto final. A Mimaki disponibiliza seus showroons em São Paulo (SP), Blumenau (SC), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE), bem como seu laboratório têxtil para a realização dos testes. Clique aqui para agendar uma visita.

Sobre o autor:
Tiago Marciano –
Especialista de Desenvolvimento de Produtos Têxteis Mimaki Brasil

 

Conheça mais os processos dentro da cadeia têxtil no Webinar realizado pela Mimaki Brasil.

0 Comentários

Deixe um comentário